Meus Sábados de Descanso, Estudos, Skincare ou Trabalho.

Estou aproveitando minha vida? 

Não sei muito bem parar, acabo de perceber. Vi que preciso estar fazendo algo sobre trabalho constantemente, pra depois, só então, "me permitir" parar um pouco. Equilíbrio.

Sábado passado tomei litros de café, cheguei em casa "voando". Chapada, aquilo parecia bebida alcoólica. Quando sentei na estação queria ter aonde ir. Sabendo que minha filha estava segura em casa, já dormindo, tudo que eu queria era estar em um jantar de luxo num barco, naquela noite linda de verão. Neste momento da minha vida, meus sábados ainda se parecem um pouco com aqueles lá do começo da adolescência: eu queria muito sair, e não podia ainda. Ficava sonhando com o dia em que conseguiria. 

Hoje usei bem meu dia, que já se encaminha pro final. Fiz alongamento e HIIT. 

Mas neste momento senti uma vez mais isto: que não tem nome. O que é isto? Ansiedade? Medo? Tristeza? Uma insatisfação, que me diz que "tudo é inútil". Que estou fazendo tudo errado. Que tudo que venho fazendo (por melhor que eu faça) na verdade não serve pra nada. 

Parei tudo, fechei os olhos, descansei um pouco. Estou percebendo um sentimento de desamparo. 

Penso naquele menino lindo de olhos claros, que admiro tanto. Falo sobre ele uma vez mais. 

Penso nela. E nas amigas que não retornaram às minhas mensagens.

Tem algumas linhas que escrevo aqui, que não fazem o menor sentido.

Venho, despejo TUDO que estou sentindo, sem nem reler, e saio correndo.

Estou escutando: I'm Unstoppable. Será mesmo? Sou imparável? 

Hoje, depois de estudar Ton, me senti impotente. Será que eu consigo? Ressoou esta pergunta em mim. Sim, eu consigo, sei que consigo, então: DE ONDE VEM ESTA DÚVIDA TODA? Aquilo que chamo de queda. Caí. Não durou uma hora, sem muito tentar, já estou de pé outra vez. 

Penso em Ibiza constantemente. Penso nos imóveis de luxo e nos 200mil+BMW.

Uma pessoa fugindo de seu próprio potencial encontra DE UM TUDO diante de si, se cerca de tudo possível, pra continuar dentro de sua redoma protegida. Ali dentro, ela vive e "atravessa" a vida, acreditando estar em paz com sua aparente insignificância. 

Ao mesmo tempo, enquanto percebo que "estou fugindo de meu próprio potencial" também me vejo valorizando demais todos outros enquanto desvalorizo os meus. Isso também é uma repetição do passado. 

Esta música me trouxe conexão instantânea com minha força: https://www.youtube.com/watch?v=CsheNOyndTI&list=PL23E13622C7CE9FF9 

Quem vai ler estas palavras um dia?

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