MEU REFÚGIO, MEU LUGAR SEGURO.

VOLTEI, cá estou pela primeira vez neste ano.

Tenho mil assuntos pra publicar, uns outros pra desenvolver, mas hoje eu só quis "soltar" rapidinho aqui tudo que está por demais "acumuladinho", por dentro. Quero vida, quero espaço, quero arejar as ideias. Suspirar aliviada. Descansar. Por isso, além de algumas sessões novas de Yoga, algumas horas de dança e um orgasmo, eu precisava escrever. Escrever é a opção acessível hoje, aqui, agora.

 

Trem-bala, é o que tem sido de fato, esta vida. Não queria que fosse tudo tão rápido assim, mas a verdade é que neste momento, tem sido bom ver o tempo "voar", já que eu tenho vivido demais neste futuro que está por vir - que seja abençoado.


E nesta loucura, eu parei hoje e me perguntei: onde ficou a minha escrita? O amor por escrever? Escrever sempre foi meu refúgio e meu lugar seguro. Foi mil vezes fácil, no entanto, me refugiar do furacão onde eu me via metida, quando o único ser que dependia de mim pra estar vivo, era meu Tamagochi. Hoje, sendo mãe há 2 anos e 7 meses, tem sido extremamente desafiador priorizar o hábito de vir aqui "despejar" tudo que estou sentindo, tudo que está "pegando" no momento. Ao menos, sigo escrevendo à mão todos os dias, nas anotações de tarefas e insights.

COMO ESTOU? Perto de finalizar o primeiro mês de 2024, me sinto angustiada. Trabalhando na minha nova escolha profissional, sem ter gerado renda ainda, um pouco desaparecida "das redes sociais", mas querendo aparecer ali todos os dias. Feliz, por ter disponíveis pra fazer o que preciso TODAS as manhãs da semana, feliz por ter hoje "a faca e o queijo na mão", e angustiada por ainda não ter conseguido romper este padrão atual de "escassez". 

Reconheço, no entanto, que ao usar esta palavra tão desagradável, eu com certeza estou sendo leviana - porque, embora eu esteja buscando ser e ter muito mais, é imprescindível reconhecer que a prosperidade já existe hoje na minha vida e sempre existiu! Sim, tem algo estancado, tem algo "preso", tem algo que não se movimenta, por mais que eu tenha feito coisas - mas eu sempre fui e sigo sendo próspera.

Hoje, por exemplo, tendo passado a tarde em Barcelona com minha filha, eu perdi o fôlego pela milésima vez com as mesmas coisas, agradeci infinitamente por estar aqui - algo com que eu SONHEI TANTO antes! SIM, SIM, SIM, isso é real, eu vivo aqui hoje! Parece louco pensar que hoje eu estou pensando e sonhando todos os dias com minha viagem à Porto Alegre, enquanto há alguns anos atrás estava acontecendo exatamente o mesmo, com minha viagem pra Barcelona - com a única diferença que hoje eu quero simplesmente visitar, e o que eu queria com Barcelona sempre foi morar (desde 2021, inclusive, quando viermos para Castelldefels, morar em Barcelona voltou a ser o que quero).  

Gostaria de seguir narrando os detalhes prósperos de hoje, tudo de abundante que vi e senti, mas: É 1h da madrugada, amanhã é segunda-feira, dia de fazer várias lavadoras + uma secadora, comidas e a limpeza semanal.

É sério isto? Sim, é. Eu me transformei numa "dona de casa", que neste momento (só por este momento mesmo!) não é dona de nada. E a vida é assim mesmo, irônica! Quando eu era DE FATO "a dona e proprietária" de uma casa, eu não fazia nada. Morava em um hotel, almoçava comida caseira e fresquinha comprada do restaurante e jantava outra comida fresquinha e caseira, comprada de uma lanchonete - enquanto hoje, eu faço malabares de agenda pra organizar toda a lista de compras, receitas e planejamentos da cozinha, pra sempre ter algo fresco e nutritivo pra madame minha filha. É trabalhoso? É. Contudo, posso falar a verdade? Por este mesmo motivo, eu também posso agradecer : Que bom que eu tenho a oportunidade de cozinhar pra minha filha, e saber que ela está comendo comida real e limpa. Que bom que temos comida de qualidade e em farta quantidade pra organizar, cozinhar e colocar na mesa todos os dias. Que bom que eu tenho tempo disponível pra poder cuidar disto. Sim, é bom e maravilhoso. E também é cansativo.

PARADOXO INFINITO:

Reclamar diante da louça suja, ou Agradecer porque temos comida em casa?

Reclamar da sobrecarga, ou Agradecer porque posso escolher entre cuidar da casa, da comida, ou de mim enquanto há muito pouco tempo eu não tinha a menor possibilidade de escolha sobre como usar o tempo, que na verdade já nem podia mais chamar de meu?

Reclamar por "não poder trabalhar ainda", ou Agradecer por ter a oportunidade de acompanhar de pertinho o crescimento da minha filha?

Reclamar porque o pai dela está sempre perguntando alguma das coisas que ele já deveria saber, ou Agradecer por ele simplesmente fazer o seu papel de pai e adulto co-responsável pela casa?

Reclamar pela "escassez" financeira de não ter o mesmo padrão de vida que tinha antes, ou Agradecer por ele (sob dificuldades) estar dando conta de tudo sozinho? (Aqui entraria já OUTRO assunto infinito: O homem provedor, a mulher cuidadora, a base familiar, todos estes conceitos que podem ser explorados a partir de tantas óticas diferentes - enquanto eu ainda estou formando alguma opinião...)

***

Era 1h da madrugada quando eu quis parar de escrever, 22 minutos se passaram e sigo divagando aqui comigo, agora sim eu vou-me embora daqui, ainda tenho meu fechamento da noite por fazer antes de dormir: oração, auto aplicação de Reiki e o floral. Estou grata de verdade por este momento. Não escrevi "um texto extraordinário" hoje, mas o simples fato da escrita livre, assim mesmo, sem propósito nem freios, já clareia demais a mente e alivia o coração. 

Fecho com algumas das afirmações mais queridinhas e potentes deste momento: 

EU SOU UM ÍMÃ PARA O DINHEIRO. EU SOU LIVRE. SÓ POR HOJE EU SOU CALMA.

TUDO POSSO N'AQUELE QUE ME FORTALECE. 





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