Maternar é Aprender.
Duas coisas (2 por enquanto, porque as outras nem dá tempo de escrever!) que aprendi em somente UM dia qualquer de maternidade:
~ Não levar pro lado pessoal quando minha filha não quer comer. Não devo levar pro lado pessoal nada, na verdade, mas por ora eu foco somente nesta situação, que é uma das que mais me afeta emocionalmente nestes 20 meses de maternar.
Hoje ofereci um creme maravilhoso (e aqui já começa a confusão de interpretação, aqui já é um ponto onde dá pra jogar luz : maravilhoso pra quem? Pra mim, obviamente.) , mas ela não gostou. Ela viu um snack que estava no chão e pediu, eu não obviamente, mas logo acabou comendo e agora está gritando pedindo mais. Aquilo me trouxe um sentimento de tristeza, só de ver, e aqui eu passo uma canetinha amarela: O que me trouxe tristeza não foi exatamente o fato, mas como meu cérebro interpretou o fato: Ela prefere um snack sujo do chão, ao creme de cenoura e coco cheio de vitaminas que eu fiz com todo o amor e carinho. Pra ela, é só um snack, nada mais. Talvez o creme de cenoura com coco não seja nada agradável ao seu paladar hoje, enfim. Todos estes conceitos e o sentimento de tristeza estão só nos meus pensamentos e conceitos. Anteontem, usei todo o tempo da creche pra fazer algo diferente de comida, já que ela vem de vários dias negando comidas: fiz uma torta de legumes e realmente acertei, ficou uma delícia, mas : ela não gostou. Hoje pela manhã quis, uma vez mais, variar e ofereci banana amassada com exatamente os mesmos ingredientes do porridge de sempre que ela adora (EXATAMENTE OS MESMOS INGREDIENTES, só apresentados de uma forma diferente! Em lugar de usar um bowl, usei o prato.), e o que aconteceu? Ela não quis. Tentou tomar a parte do leite, levantando o prato como ela costuma levantar o bowl. Rapidamente eu busquei o bowl e acabei tendo que fazer com pressa (porque com essa função de não querer, já estávamos passando do horário😥) o mesmo porridge de sempre. Uma vez mais : interpretações diante dos fatos sendo mais importante que os fatos. Quem achou que ela precisava de algo diferente? Eu. Quem interpretou aquela situação com tristeza, como se isso significasse que "tudo que eu faço tem sido inútil" ? Tudo configuração da mente. Se ela não quer comer, entendi que a minha função nesta situação é simplesmente seguir aprendendo a cuidar das minhas emoções, das minhas interpretações frente a tudo o que acontece.
~ Ter expectativas é diferente de DEPENDER das expectativas. Ter um parceiro, precisa ser muito diferente de depender de um parceiro. Assim como eu não posso depender emocionalmente de tudo aquilo que eu gostaria de receber da pessoa que está ao meu lado, eu também não posso depender emocionalmente de tudo aquilo que eu quero e espero da vida em si, nem depender de tudo aquilo que eu quero e espero da minha filha. Minha filha, eu te libero das minhas expectativas. Hoje ela não queria ficar na creche de manhã. E o que eu estava me contando era que foi isto que frustrou os meus planos pra este horário, mas na verdade o que de fato frustrou os meus planos foi O QUE EU SENTI diante deste fato. A Mila se grudar em mim durante mais de 30min sem querer descer pro chão É UM FATO. Como eu me sinto diante disto É OUTRA PARTE DA HISTÓRIA, e só esta parte da história está “um pouco” em minhas mãos. Digo um pouco porque nem sempre eu vou ter condições emocionais de saber lidar com os desafios que se apresentam. Então, aqui eu posso concluir que eu não posso me dar ao luxo de depender emocionalmente das expectativas que tenho nem mesmo sobre mim mesma. Ou seja : Ter expectativas só pode ser saudável e frutífero se eu souber FLUIR PELA VIDA SEM DEPENDER delas.
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